Promotor
Câmara Municipal de Valongo
Sinopse
O Egito desperta sob um céu sem deuses. Akhenaton morreu em heresia, Tutancámon jaz esquecido num túmulo apressado, e o trono de ouro tornou-se uma maldição. Quando o último herdeiro do Sol é apagado das estrelas, a glória da décima oitava dinastia desfaz-se em silêncio. Só o vento nas ruínas de Amarna sussurra a lembrança dos que ousaram desafiar a eternidade. Ay, o velho vizir, e Horemheb, guerreiro sem sangue real, erguem-se das sombras e conspiram a usurpação do trono, enquanto as mulheres sofrem a perda dos seus reis, maridos, filhos, irmãos. Uma tragédia que reflete as mudanças profundas na arte, na política, nas relações familiares e na religião, que, de politeísta passa a monoteísta, e com a morte de Akhenaton, volta ao politeísmo. O casamento incestuoso que serve motivos políticos de sucessão e linhagem, um aborto, e a tristeza profunda das mulheres, presas ao passado feliz, reféns de um futuro incerto.
Ficha Artística
Título da peça: A Décima Oitava | Título da obra original: A Décima Oitava | Autor do texto original: Tânia Seixas | Dramaturgia: João Catarino e Tânia Seixas | Encenador/Cenografia: João Catarino | Coreografia/Figurinos: Tânia Seixas | Caracterização: Carmen Santos e o Grupo | Música: Hugo Carvalho | Luminotecnia: Luísa Ribeiro | Elenco: Ay - Bruno Coutinho; Nefertiti - Catarina Ferreira; Nefru - Filomena Namora; Anaktsunamun - Francisca Timóteo; Horemheb - Joel Monteiro; Merit - Raquel Adão; Satis - Renata Marques.
Preços