Promotor
Associação Zé dos Bois
Breve Introdução
Femtanyl
É no limiar das fronteiras que se encontram aquelas zonas cinzentas, lugar de nada nem de ninguém. Esteticamente, as Femtanyl fazem desses não-pontos um laboratório real, aplicando uma lente de híper realidade aumentada. Noelle Mansbridge e Juno Callender formam a dupla-guerrilha que busca caos, emoção e hedonismo num despejo pop enredado numa eletrónica conscientemente avariada e desorientadora. Partilhando da faísca disruptiva de gente como aya, Deli Girls, ou até mesmo à memória dos Atari Teenage Riot, fazem do terrorismo sónico um canal aberto às explorações do mundo digital. Criando canções-QR com referências a avatares, memes ou a jogos de vídeo, colocam-nos também neste tempo de agora, saturado de informação e distorção. Uma energia representativa do presente e da necessidade de extravasar.
A intensa atividade no seu Bandcamp foi lançando temas-granada, ilustrando o imaginário mutante que vêm criando. E talvez dificilmente se imaginaria que freaks deste calibre chegassem aos ouvidos de um dos rappers mais icónicos do mundo independente. Quando Danny Brown as convidou a participar no seu último álbum e digressão do disco, sabia que delas viria aquele instinto visceral que também sempre o orientou. Entretanto, os EPs Reactor e Chaser abriram caminho, e preparam terreno, para um muito esperado registo longa duração. Recentemente editado, MAN BITES DOG reúne uma dezena de bombas sensoriais, genuínas pérolas para as celebrações mais suadas e à procura de estoiro.
A ausência de concessões, leva as Femtanyl a usufruir de uma forma de ser e de estar que não só atrai como contamina. Retiram prazer do excesso e mostram como se põe o mundo de pernas para o ar. Passam por Lisboa como um furacão fugaz, dois dias antes de pisarem o palco do Primavera Sound em Barcelona.
NA
Abertura de Portas
20:00
Preços