Promotor
TMF - Serviços Municipalizados de Faro
Breve Introdução
Nestas NOITES À MARGEM o Teatro das Figuras despe-se do seu figurino habitual e assume uma nova roupagem. O público é convidado a assistir a concertos em pé de um modo mais descontraído e informal. A programação destas noites contemplará projetos musicais que habitualmente não são apresentados no nosso espaço, criando uma oferta diferenciadora.
The Parkinsons
São uma banda de punk rock originária de Coimbra, Portugal, formada no ano de 2000 em Londres e conhecida pelas suas escandalosas atuações ao vivo. A banda foi formada pelo vocalista Afonso Pinto, o guitarrista Victor Silveira, Carlos Eduardo, Luís Peres e o baixista Pedro Chau, e recebeu o nome devido à doença de Parkinson.
Torpedo e Chau já eram sobejamente conhecidos em Portugal, tendo tocado nas bandas 77 e Tédio Boys, lançando três álbuns entre 1994 e 1998. Os Tédio Boys construíram uma reputação de concertos tumultuosos e de confrontos com a polícia, fizeram três digressões nos Estados Unidos.
Após o fim da banda, formaram os The Parkinsons e gravaram uma demo que viria a ser a base para os seus álbuns, mudaram-se para Londres três meses depois, em 2000.
Chamaram à atenção de imediato, com o seu visual e espirito selvagem. Em setembro daquele ano, após garantir o primeiro show no St. Moritz (clube em Soho, Londres), baterista Carlos saiu da banda e é recrutado o ex-baterista dos Apostles/Political Asylum, Chris Low.
Esta formação gravou o álbum de estreia, “A Long Way to Nowhere” (2002), que foi produzido por Ben Lurie e Jim Reid dos The Jesus and Mary Chain, e foi descrito no The Times como "a melody-soaked revelation: 30 minutes of blank generation brilliance".
Afonso Pinto deixou a banda em 2003, com o compositor Victor Torpedo a assumir o papel de vocalista.
Em 2016, os Parkinsons voltaram aos holofotes mais uma vez com o lançamento da sua longa-metragem "A Long Way to Nowhere" realizado por Caroline Richards, que conta a história completa da banda sem censura - ilustrada com uma incrível quantidade de imagens ao vivo alucinantes. O documentário recebeu grande aclamação da crítica, ganhou o prémio de Melhor Documentário no Muvi Lisboa, e figurou entre os cinco melhores filmes do ano na crítica de final de ano da revista Vive Le
Rock, além de ter sido nomeado como melhor filme musical do ano na sua Gala anual.
Em 2018 foi lançado um novo álbum "The Shape of Nothing to Come" que levou a banda em digressão por Portugal, Espanha, França e Reino Unido.
Os Parkinsons têm uma carreira dividida maioritariamente entre Portugal e o Reino Unido, são uma banda de culto e considerados por muitos como uma das melhores bandas Punk-Rock a surgir no circuito musical britânico no principio deste século, são inquietos, reivindicativos e altamente ruidosos.
Sereias
Em A Odisseia de Carlos Bizarro, o grupo portuense Sereias, escava a relação com a narrativa sonora, com a alegoria e com o sentimento de crítica social. Construíram um disco sob a forma de um percurso de vida. Trata-se de uma travessia instável, que se situa entre o colapso e a possibilidade.
É um disco que habita o desencanto de uma imaginação contundente, lúcida e feroz. À semelhança das sereias, o grupo assume-se enquanto figura ambígua que reside entre a fronteira do humano e do não-humano; do real e da fábula; da sereia e do monstro. Este álbum, canta a partir de um lugar que chega a ser perigoso: o da lucidez da existência de/num mundo que prefere o ruído. (...)
Carlos Bizarro, enquanto figura errante e deambulante, surge quase como um anti-herói que caminha por paisagens reconhecíveis da precariedade, do desencanto e do antilogismo. Nessa senda, a sua odisseia vivencial não é épica num sentido arcaico, mas antes profundamente contemporânea. Esta pessoa vive num mundo feito de promessas de um futuro que é constantemente adiado – e nunca como hoje este é o quotidiano de uma grande parte da sociedade. Assim, a distopia não é um cenário longínquo, mas antes uma condição instalada: um modo de vida.
O colapso do mundo já aconteceu, nós é que não o queremos ver. E pior: queremos normalizar esse colapso. Por isso, este novo trabalho dialoga com o percurso anterior do grupo; até porque, em O País a Arder (2018), o fogo e as chamas eram metáforas de um país à beira da combustão social e política. Em Sereias(2022), o grupo afirmava uma identidade estética e discursiva, consolidando uma linguagem própria entre o (sub)campo português do (pós)rock experimental, alternativo e interventivo. Agora, em A Odisseia de Carlos Bizarro, a obra surge diante de mim como um terceiro inevitável movimento: mais denso onde a urgência dá lugar a uma observação crítica mais amarga, mas mais livre. (...)
Num tempo em que tudo compete pela atenção, Sereias insistem na urgência da criação artístico-musical enquanto gesto político-poético que nos lembra que, mesmo em tempos distópicos, narrar este mundo de caos, de desigualdade, de crueldade é um ato profundamente político.
Texto de Paula Guerra
Este espetáculo tem o apoio de ANTENA 3.
Informações Adicionais
Informa-se que o espetáculo não terá lugares sentados.
Não é permitida a entrada a menores de 3 anos conforme o estipulado no Decreto-lei 23/2014, de 14 de fevereiro, na sua redação atual (art. 26º).
Preços
10€
Para bilhetes de cadeira de rodas e respetivo desconto, contactar diretamente a bilheteira do Teatro Municipal de Faro, através dos seguintes meios: 289 870 074 ou email: [email protected]
Nos termos do Decreto-Lei n.º 65/2026, de 5 de março, os titulares de Atestado Médico de Incapacidade Multiuso (AMIM), com um grau de incapacidade igual ou superior a 60%, devidamente comprovado, têm direito à atribuição de um bilhete gratuito para o respetivo acompanhante.
O AMIM terá de ser apresentado à entrada da sala, acompanhado do respetivo documento de identificação (original em papel ou versão digital de plataformas oficiais - gov.pt e SNS 24). A não apresentação deste documento poderá impedir a entrada no evento.
A entrada do acompanhante é permitida apenas na companhia da pessoa titular do AMIM.